quarta-feira, 15 de julho de 2009

"O Brasil não conhece o Brasil", versos da canção Querelas do Brasil de Maurício Tapajós e Aldir Blanc na voz de Elis Regina já sintetizava nos anos 70 o quanto ignorante era a indústria cultural em relação à diversidade da produção artística deste país, especialmente à música popular. Trinta anos após, constatamos que a irracionalidade dos mercados aumentou e o quanto mais íngreme se tornou o caminho daqueles que produzem MPB de qualidade nestas plagas. Por outro lado, nos surpreendemos com a capacidade de sobrevivência em condições adversas e de renovação dessa música. A imensa variedade e complexidade do que chamamos MPB mantem-se e mutiplica-se nos sons produzidos por jovens artistas que empreendem a luta em todos os campos, desde a criação propriamente dita à batalha pelo registro e divulgação da obra - o que por sua vez exige igual empenho e criatividade. O Brasil que legou Pinxiguinha, Luiz Gonzaga, Geraldo Pereira, Lamartine, Jobim, caetano, Chico, Gil, Djavan e tantos outros não esgotou os seus mananciais e hoje se projeta na voz de gente como Paulo Costa, esse baiano de Feira de Santana que lança, após dez anos de caminhada por bares, teatros e palcos de rua, o seu primeiro CD intitulado Varal... - título também do belo samba de roda que abre o disco. "Coincidências existem" diz Paulinho em seu Baião de Dois, embora saibamos nós, que conhecemos e admiramos seu trabalho, que ele representa, junto com outros novos e talentosos artistas (alternativos?), a resistência daquilo que foi forjado por aqueles ícones que que acabamos de mencionar. Paulo Costa é quem compõe, canta, toca, arranja, produz e faz a direção musical do seu disco, concebendo, inclusive, o projeto gráfico que reproduz uma bela pintura de Lucely Guimarães. E é certamente a mão do artista em todas as fases da execução do projeto que dá ao trabalho uma forte unidade dentro do seu aparente ecletismo e reflete a sua maturidade. Do ponto de vista musical o disco traz uma variedade rítmica com alguma predominância das referencias nordestinas, como o baião, o xote, o samba de roda (Baião de Dois, Varal, Arrepios, capoeira do Interior, Amar a Mais), mas há lugar também para canções dolentes ( Tempo) ou diálogos com a bossa nova e o samba carioca (Pra Quem Ama) e a música pop (Pagando Pra ver), tudo muito bem arranjado, de modo a desvelar faixa a faixa a delicadeza e o virtuosismo do intérprete. Nas letras das canções - todas de sua autoria, sozinho ou dividindo com os parceiros Jurandir Rabelo, Lucely Guimarães, Bel da Bonita e Mimi Omino - percebe-se mais claramente o lado conceitual do disco. A senha é posta ja na primeira faixa, em que a metáfora do vento/redemoinho projetando os sonhos no varal surreal sugere a figura do menino, presente em quase todas as canções, que busca o futuro com sede de mundo e, sobretudo que ama, ora simplesmente caçando o alimento no seio de mãe e evitando o risco de entrar no mar de cabeça, ora com coragem de avião e arriscando perder o chão pra depois recomeçar como lava de vulcão. Por fim, esse garoto, eu lírico e alter ego do artista, se encontra fora de curso ou de "tus", que na verdade é onde deve estar todo poeta que se preze, pois evidentemente discorda de um mundo em que alguns tem nome e muitos tem fome. Varal, é o primeiro registro do trabalho de Paulo Costa, mas seguramente não se parece com disco de estréia, tal a flagrante maturidade. Lamento apenas que, pela burrice e insensibilidade dos que controlam a indústria e o mercado fonográficos, seja dado a poucos ouvi-los. Autor do texto: Nélio Rosa. Nélio Rosa é poeta, escritor, compositor e formador de opinião. Faixas: 01 - Varal (Paulo Costa/Lucely Guimarães) 02 - Capoeira do Interior (Paulo Costa) 03 - Tempo (Paulo Costa) 04 - Amar a Mais... (Paulo Costa) 05 - Pra Quem Ama (Paulo Costa) 06 - Baião de Dois (Paulo Costa/Lucely Guimarães) 07 - Arrepios (Paulo Costa / Jurandir Rabelo) 08 - Tenho o Vento as Canções e o Dia... (Paulo Costa/J. Rabelo/Bel da Bonita) 09 - Os Bem Aventurados (Paulo Costa / J. Rabelo/Bel da Bonita) 10 - Pagando Pra Ver (Paulo Costa/Mimi Omino)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Palavra Cantada ( Canções Curiosas 1998 )

O selo Palavra Cantada foi criado em 1994 por Sandra Peres e Paulo Tatit com o objetivo de produzir uma música infantil moderna que fosse ao mesmo tempo lúdica e poética. Com seus dez CDs autorais, o selo conquistou um enorme público formado por pais e filhos, e passou a fazer parte do cotidiano de inúmeras escolas do Brasil, graças à qualidade com a qual as canções são produzidas, no âmbito das letras, melodias e arranjos. A Palavra Cantada tem o orgulho de ajudar com seu trabalho musical a formação da criança do nosso tempo. O Selo Palavra Cantada existe desde 1994, quando os músicos Sandra Peres e Paulo Tatit propuseram-se a criar canções infantis dentro de um novo padrão de qualidade que julgavam merecer as crianças de nossos dias. Dentro dessa perspectiva, procuraram elevar a música infantil a um patamar superior construindo suas melodias, letras e arranjos com extremo cuidado e minuciosidade. Para surpresa da dupla, o resultado bastante poético e lúdico acabou por agradar igualmente não só as crianças como os adultos, fossem estes pais ou educadores. Nos shows de grande porte que nos dias de hoje os músicos realizam toda a família se diverte e se emociona. E escolas públicas e particulares de muitos Estados têm adotado os produtos do catálogo da Palavra Cantada em suas atividades cotidianas. O selo, neste período de doze anos, já ultrapassou a marca de quinhentas mil cópias vendidas, e, ao sucesso de público, soma-se o da crítica que vem destacando em inúmeras matérias elogiosas o trabalho diferenciado da Palavra Cantada na esfera da música infantil. Dos dez lançamentos produzidos até o presente momento, cinco receberam os maiores prêmios dedicados a esse gênero musical, o que os incentivam ainda mais a cumprir a difícil missão de unir sucesso com qualidade.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Clube do Balanço (Swing & Samba Rock 2001)

O Clube do Balanço começou suas domingueiras em 1999, no grazie a dio, grande empório musical da vila madalena, trazendo o samba rock dos guetos paulistanos da periferia para um tradicional bairro boêmio da capital. aliás, a vila madalena tem um papel fundamental nessa história. foi no blen blen, outra tradicional casa noturna do bairro, que a banda lançou seu primeiro cd, swing e samba rock, em 2001. a enorme fila na porta prenunciava o sucesso da noite. segundo marco mattoli, cantor, guitarrista e líder do clube, o cd swing e samba rock, mais que um disco da banda, é uma "reapresentação" do samba-rock para uma nova comunidade. intencionalmente datado, o álbum traz o melhor da produção suingueira nacional lá pros idos de 60/70. Uma grande variedade de compositores que fizeram a história do gênero (Jorge Ben, Bebeto, Marku Ribas, Luís Vagner e Bedeu) são recuperados no álbum, com arranjos enfatizando os metais, dando um tom gafieirístico ao conjunto. destaque para as excelentes paz e arroz, só vejo a criola, saudade de jackson do pandeiro e falso amor. apenas duas faixas do disco são assinadas por mattoli: aeroporto e trilha guitarreira, esta última dividida com luís vagner. Em 2004, a banda, que além de Marco Mattoli, é formada também por Edu Peixe, Gringo, Augustinho Bocão, Fred Prince, Marcelo Maita, Tiquinho, Reginaldo 16 e Tereza Gama, se sentiu madura o suficiente para lançar um novo trabalho, com mais composições próprias e menos participações especiais. 1 Palladiun(Orlandivo - Ed Lincoln) 2 Paz e arroz(Jorge Ben) 3 Só vejo a crioula(Bebeto) 4 Mané João(Erasmo Carlos - Roberto Carlos) 5 Aeroporto(Marco Mattoli) 6 Zamba Ben(Marku Ribas) 7 Saudade de Jackson do Pandeiro(Luis Vagner - Bedeu) 8 Coqueiro verde(Erasmo Carlos - Roberto Carlos) 9 Falso amor(Bedeu) 10 Krioula(Helio Matheus) 11 Trilha guitarreira(Luis Vagner - Marco Mattoli) 12 Segura a nega(Luis Vagner - Bebeto) 13 Tequila (Chuck Rio)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Toni Tornado ( BR3 1971 )

O Toni veio do Antônio, o Tornado foi adotado pois "dançava feito um furacão". E foi dançando e berrando como nunca que Antônio Viana Gomes, o Toni Tornado, ganhou o V Festival Internacional da Canção, em 1970. Na ocasião, subiu ao palco exibindo seu volumoso black power, sem camisa e com um sol desenhado no peito. Interpretou BR-3 e venceu a parada, que tinha gente talentosa como Gilberto Gil, Jair Rodrigues e Caetano Veloso. Tornado tem uma história e tanto, que começou em sua cidade natal, Mirante do Paranapanema, interior de São Paulo, de onde saiu em 1942, quando tinha 11 anos. De carona, o garoto foi parar no Rio de Janeiro, onde passou a morar na rua, vendendo amendoin e sendo engraxate. Isso até se alistar no Exército, onde chegou a servir na guerra pelo Canal de Suez, no Oriente Médio. Nos anos 60 viveu como clandestino nos Estados Unidos, onde no Harlem, em Nova York, chegou a trabalhar com o tráfico de drogas, anotando os pedidos dos viciados. Porém, seus dias na terra do Tio Sam estavam contados e nem seu Cadillac, nem tampouco sua ginga black foram capazes de evitar sua deportação. Logo na volta ao Brasil em 1969, com roupas coloridas e cabelo pintado, Tornado foi prontamente levado ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Em 1972 ele voltaria a ter problemas, quando durante um show de Elis Regina, subiu ao palco e cantou fazendo o símbolo dos Panteras Negras (o punho erguido). Toni foi preso ao descer do palco e levado novamente ao Dops, onde segundo o mesmo, foi obrigado a cantar Br3 para cada um dos policiais. No mesmo ano, o cantor foi levado para a TV Tupi e a partir daí seguiu sua carreira de ator, participando de vários filmes, minisséries e novelas. O Toni ator interpretou personagens famosos como Rodesio, capanga da viúva Porcina em Roque Santeiro, e Gregório Fortunato, chefe da guarda de Getúlio Vargas na minissérie Agosto, entre outros. Até hoje, o velho Toni continua trabalhando na TV. Com os 77 anos se aproximando, no dia 26 de maio, o cantor e ator continua o figura de sempre, com seu seu jeitão peculiar de ser, a ginga black e é claro, sempre usando o velho "Dom" (uma espécie de "Meu chapa") para finalizar suas frases. Músicas: 1. Juízo final 2. Não lhe quero mais 3. Dei a partida 4. Uma canção para Arla 5. Breve loteria 6. Eu disse amém 7. BR-3 8. Uma vida 9. Papai, não foi esse o mundo que você falou 10. Me libertei 11. O repórter informou 12. O jornaleiro

terça-feira, 20 de maio de 2008

Cartola ( discografia completa )

Chamado "mestre e divino do morro" por musicólogos, Angenor de Oliveira é um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. De talento intuitivo e refinado, compôs músicas como As Rosas não Falam, cujos versos revelam uma refinada poesia: "Devias vir/para ver os meus olhos tristonhos/e quem sabe sonhavas meus sonhos/por fim". Negro, nascido no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, aos 11 anos foi morar no Buraco Quente, um bairro no Morro da Mangueira. Ganhou o apelido Cartola quando trabalhava em obras, usando um chápeu-coco para não sujar os cabelos de cimento. Aprendeu a tocar cavaquinho desde cedo com o pai. Ainda jovem, costumava ir a missas na Igreja da Glória para ouvir quartetos de coral de Bach e Händel, o que talvez seja um indício de seu refinamento musical, uma vez que não tinha qualquer estudo formal de música. Em 1928, criou, com Carlos Chagas, o Bloco dos Arengueiros, que se transformou na Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, para quem compôs seu primeiro samba-enredo (Chega de Demanda) e escolheu suas cores verde e rosa. Na década de 1930, vendeu os direitos de gravação de vários sambas, como Divina Dama e Qual Foi o Mal que Eu te Fiz?, lançados por vários intérpretes. Desapareceu nos anos de 1940, só retornando ao meio artístico em 1959, quando foi encontrado, pelo jornalista Sérgio Porto, na rua trabalhando como lavador e guardador de carros no bairro de Ipanema. Mais tarde, investindo na batalha para levar o samba do morro às ruas da cidade, abriu, junto com Eugênio Agostine e sua mulher Dona Zica, o bar Zicartola, que se tornou no mais badalado ponto de encontro de sambistas cariocas. Cartola convidava gente como Elizeth Cardoso, Cyro Medeiros e o trio Pixinguinha, Donga & João da Baiana para cantar no bar a música de "pouco valor" (dialeto sambeiro de então). Sua aceitação no mercado fonográfico só ocorreu nos anos de 1960 e 1970, quando conheceu um pouco de popularidade e gravou músicas como O Sol Nascerá, Autonomia, O Mundo É um Moinho, Tive Sim, Divina Dama, Quem me Vê Sorrir. Gravou seu primeiro LP somente em 1974, aos 66 anos, e, mesmo vivendo em grandes dificuldades financeiras, compôs e cantou até morrer, aos 72 anos.

DISCOGRAFIA COMPLETA (clik na capa para fazer o download)

Fala Mangueira (1968)

Cartola (1974)

Cartola (1976)

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Verde Que Te Quero

Rosa (1977)

Cartola 70 Anos (1978)

Ao Vivo (1982)

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Documento Inédito (1982)

Entre Amigos

Jorge Ben & Gilberto Gil ( Gil e Jorge Ogum Xangô 1975 )

Noite. Na caixa esquerda, Gil. Na direita, Jorge. Na mesa, algumas garrafas de Jurubeba (?), algo mais (??). Dois violões, duas vozes, percussão e baixo. O ensaio desta jam começou anos antes, em trocas mútuas de referências, influências, uma cumplicidade de levada e cor. Começam sob a benção do condutor São Cristóvão, um santo carioca, e evocam Gandhi, quase um orixá por seus filhos baianos. O vinil duplo hipnotiza, ultrapassa os 74 minutos de um CD, tiveram que cortar a viagem ('quem mandou', hein, Polygram?). Mas já é dia, o disco está pronto. (Fonte) Faixas: 01 Meu glorioso São Cristóvão (Jorge Ben) 02 Nega (Gilberto Gil) 03 Jurubeba (Gilberto Gil) 04 Quem mandou (Pé na estrada) (Jorge Ben) 05 Taj Mahal (Jorge Ben) 06 Morre o burro, fica o homem (Jorge Ben) 07 Essa é pra tocar no rádio (Gilberto Gil) 08 Filhos de Gandhi (Gilberto Gil) 09 Sarro (Jorge Ben - Gilberto Gil)
CD 1
CD 2

sábado, 17 de maio de 2008

Lulu Santos - ( Long Play 2007 )

Lulu Santos está de volta com Long Play, mais um trabalho excepcional de sua carreira, com Milton Guedes no sax, Hiroshi Mizutani nos teclados e programações, Dunga no baixo, Xokolate na bateria e Ênio Taquari na percussão. O sucessor de Letra & Música (2005), que superou a marca de 50 mil cópias vendidas, traz 14 faixas com o melhor de seu estilo, algumas já apresentadas pelo cantor e compositor carioca em sua última turnê. Destaques para "Contatos", "Dopamina", "Seu Aniversário", "Olhos de Jabuticaba" e "Domingo Maldito". Vale a pena conferir! 1. Olhos de Jabuticaba 2. Domingo Maldito 3. Seu Aniversário 4. Deixa Isso pra Lá 5. Contatos 6. Ninguém Merece 7. Boa Vida 8. Dopamina 9. Propriedade Particular 10. Se Não Fosse o Funk 11. Olhos de Jabuticaba- Remix 12. Seu Aniversário - Remix 13. Seu Aniversário - Karaokê

terça-feira, 6 de maio de 2008

Milton Nascimento ( Minas - 1975 )

Até que ponto podemos determinar qual o mais importante trabalho de um artista? Será aquele que o revelou para o grande público ou o produzido na maturidade e que se torna por si mesmo uma obra de reconhecido valor? Essa é uma tarefa difícil que divide muitas vezes críticos, pesquisadores e ouvintes. Uns acham que é o disco que o lança no mercado por constar dele musicas que se tornariam referências alem de ser o marco fundamental de sua trajetória. Confesso que já me vi nestas situações e assumo desde já que esta é uma postura que em muitos casos tomo como parâmetro. Essas considerações para mim são necessárias para determinar os motivos que me levaram a escolher dentre os álbuns de Milton Nascimento o LP Minas lançado em 1975 como um dos discos fundamentais da musica popular brasileira e um marco na carreira desse notável artista. Carioca, mas criado em Minas, Milton adquiriu uma mineirice que se revela em toda a sua obra, podemos ate afirmar que o seu nascimento no Rio de Janeiro foi um mero acaso, pois foi nas alterosas que sua sensibilidade brotou e dela ele extraiu toda a essência de sua musicalidade, daí Milton é Minas e Minas é Milton, um não vive sem o outro e ambos se complementam. O disco pode ser considerado como uma síntese de seus, na época, doze anos de carreira, contando com a participação dos amigos do Clube da Esquina. O repertório nele contido traz canções que se incorporaram definitivamente nos clássicos de Milton e representam o ápice dessa sua trajetória. São musicas que marcaram também toda uma geração e fizeram parte da trilha dos anos setenta, consolidando-se hoje como marcos referenciais da musica popular brasileira de um modo geral. Luiz Américo Lisboa Junior - Itabuna Músicas: 01- Minas (Novelli) 02- Fé cega faca amolada (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos) 03- Beijo partido (Toninho Horta) 04- Saudade dos aviões da Panair (Milton Nascimento/Fernando Brant) 05- Gran circo (Milton Nascimento/Marcio Borges) 06- Ponta de Areia (Milton Nascimento/Fernando Brant) 07- Trastevere (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos) 08- Idolatrada (Milton Nascimento/Fernando Brant) 09- Leila (Venha ser feliz) – (Milton Nascimento) 10- Paula e Bebeto (Milton Nascimento/Caetano Veloso) 11- Simples (Nelson Ângelo) Bonus 12. Norwegian Wood/Bonus 13. Caso Voce Queira Saber Ficha Técnica Produtor fonográfico: EMI/Odeon Produção artística: Ronaldo Bastos Ambientação musical: Wagner Tiso/Milton Nascimento Assistente de produção: Toninho Vicente Contra-regra: Ivanzinho Gravação: Toninho/Darcy Assistente de gravação: Serginho Remixagem: Nivaldo Duarte Corte: Osmar Furtado Montagem: Ladimar Capa: Gafi/Noguchi/Ronaldo Bastos Layout-arte: Noguchi/Wanderley/Barbosa Foto: Cafi Desenho: Milton Nascimento

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Djavan ( Lilás 1984 )

por Fabrício Barreto

Houve um período na música mundial de grande revolução sonora. Esse período ocorreu de 1982 à 1985, com fundamental culminância entre 83/84 tendo como grande "botton" o disco Thriller de Michael Jackson.

Artistas recém saídos das turbulentas décadas de 60 e 70 puderam gozar das transformações musicais que envolviam produção e técnica, e de maneira quase imperceptível o padrão de som que era exigido nos trabalhos de grandes nomes da música mundial e naciona,l tornou-se uma necessidade.

Nessa época Steve Wonder, Eric Clapton, Peter Gabriel, Al Jareau, Geoge Benson, Ivan Lins, Michael Jackson apresentaram uma sonoridade peculiar, Os Estados Unidos saiam na frente na busca da qualidade sonora para a indústria fonográfica local.

Lilás (1984), sétimo disco do alagoano Djavan não foge desse processo. Apontando como o sucessor do Luz (1982) e o inicio de um ciclo que só se findaria em 99 com o Bicho Solto – outro disco do artista, Lilás peca apenas por ser um disco curto, ou melhor, de poucas faixas. Considerado como um disco turbulento pelo próprio artista, devido a problemas pessoais, Lilás é o representante brasileiro fiel ao cenário da World Music na década de 80.

Produzido pelo próprio Djavan e por Humberto Gática - midas da musica americana junto com Quincy Jones na época – Lilás é um laboratório de poesia, influencias musicais e construções harmônicas calcadas no pop, jazz, baião, Samba e música romântica - confirmadas respectivamente em faixas como lilás e infinito, transe e esquinas, canto da lira, obi e liberdade.

O disco de 9 faixas assinadas exclusivamente pelo Djavan, embora produzido por ele traz o grande segredo da sonoridade: a utilização de músicos comuns (Paulinho da Costa, Nathan West, David Foster, Ernie Watts)aos artistas internacionais já citados.

Lilás é um disco insuperavelmente moderno se analisarmos o ano que foi produzido e a aposta que o artista fez sobre a produção de sua obra, já que o Brasil era carente de recursos técnicos de gravação. Enfim um disco importante (na minha concepção – o mais) para um artista genial.

Músicas:

  1. Lilás
  2. Infinito
  3. Esquinas
  4. Transe
  5. Obi
  6. Miragem
  7. Íris
  8. Canto da lira
  9. Liberdade

Arnaldo Baptista ( Loki ? - 1974 )

Arnaldo Dias Baptista é um músico brasileiro, mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César, o grupo The Thunders. Em 1966, convida seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee. O grupo daria origem aos Mutantes. Ali ele desenvolve seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de vários problemas e brigas internas, causadas principalmente por seu vício em drogas, ele sai da banda em 1973. Tenta seguir carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo. Lança Lóki ? em 1974, considerado seu melhor trabalho. Lóki? é o primeiro álbum solo de Arnaldo Baptista. Foi lançado em 1974 depois de um suposto ataque nervoso e é considerado um dos melhores álbuns brasileiros dos anos 70 e do rock brasileiro. O álbum expressa sua angústia perante a sociedade pós-moderna, unida á análise desufocantes aspectos da modernidade: poluição, superpopulação, solidão etc. O disco conta com rocks progressivos com a influência do rock dos anos 50 e 60 mas até mesmo de Jazz E Bossa Nova. E se nota também letras românticas. Isso pode ser visto mesmo com a simplicidade dos arranjos. A base conta apenas com Arnaldo nos teclados, Arnolpho Lima Filho (Liminha) no contrabaixo e Dinho Na Bateria. Mas teve arranjos de orquestra comandados pelo maestro Rogério Duprat. Rita Lee participa no backing-vocal.

Faixas:

01 Será Que Eu Vou Virar Bolor? (Arnaldo Baptista) 02 Uma Pessoa Só (ArnaldoBaptista/Sérgio Dias/Liminha/Dinho Leme; Creditado como "Mutantes") 03 Não Estou Nem Aí (Arnaldo Baptista) 04 Vou Me Afundar Na Lingerie (Arnaldo Baptista) 05 Honky Tonky (Patrulha Do Espaço) (Arnaldo Baptista) 06 Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki? (Arnaldo Baptista) 07 Desculpe (Arnaldo Baptista) 08 Navegar De Novo (Arnaldo Baptista) 09 Te Amo Podes Crer (Arnaldo Baptista) 10 É Fácil (Arnaldo Baptista)

Caetano Veloso & Gal Costa ( Domingo - 1967 )

O disco foi editado em 1967 pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music) com uma sonoridade totalmente bossa novista e marcando a estréia de ambos nesta gravadora. Produzido por Dori Caymmi (filho de Dorival) quando foi convidado pelo então diretor João Araújo, pai de Cazuza (1958-1990) para escrever os arranjos. A ele pertence o primeiro grande sucesso de Gal e Caetano, Coração vagabundo. Mesmo não tendo sido um estrondoso sucesso, garantiu um bom reconhecimento à dupla e também foi muito aclamado pelo meio musical da época, como Elis Regina, Wanda Sá, Edu Lobo, Dori Caymmi, dentre outros. Minha senhora foi defendida por Gal no Festival Internacional da Canção (1966). Faixas 01 Coração Vagabundo (Caetano Veloso) 02 Onde Eu Nasci Passa Um Rio (Caetano Veloso) 03 Avarandado (Caetano Veloso) 04 Um Dia (Caetano Veloso) 05 Domingo (Caetano Veloso) 06 Nenhuma Dor (Gilberto Gil, Caetano Veloso) 07 Candeias (Edu Lobo) 08 Remelexo (Caetano Veloso) 09 Minha Senhora (Gilberto Gil, Torquato Neto) 10 Quem Me Dera (Caetano Veloso) 11 Maria Joana (Sidney Miller) 12 Zabelê (Gilberto Gil, Torquato Neto)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Belchior - (Alucinação 1976)

Um disco indispensável para quem quer conhecer Belchior e entender sua ideologia, sem duvida, é o disco Alucinação de 1976, o segundo disco do cantor... Nesse disco você vai encontrar musicas como Apenas um rapaz Latino Americano, Como nossos pais, Alucinação, A Palo Seco e varias outras que sem duvida expressão bem o sentimento da juventude de esquerda da época e as que viriam nas gerações seguintes. Um disco totalmente atual na sua abordagem, com uma visão pessimista de mundo porem realista e pragmática. Quem não conhece Belchior e quer conhecer o artista esta ai a oportunidade... 01 Apenas Um Rapaz Latino-Americano (Belchior) 02 Velha Roupa Colorida (Belchior) 03 Como Nossos Pais (Belchior) 04 Sujeito De Sorte (Belchior) 05 Como O Diabo Gosta (Belchior) 06 Alucinação (Belchior) 07 Não Leve Flores (Belchior) 08 A Palo Seco (Belchior) 09 Fotografia 3 X 4 (Belchior) 10 Antes Do Fim (Belchior)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Gilberto Gil (1969)

No final de 1968, Gil se separa de Nana Caymmi, e acaba sendo preso, junto com Caetano Veloso, por desrespeitarem a bandeira (segundo os militares). Seriam soltos no mês de fevereiro do ano de 1969, numa quarta-feira de cinzas, em Salvador. Nesse tempo convive com Rogério Duarte e o músico e filósofo Walter Smetak. Em março casa-se com Sandra Barreira Gadelha. O seu terceiro Lp começou a ser gravado entre os meses de abril e maio, apenas gravando as vozes e o violão, por logo partir para o exílio em Londres, que perduraria até 1972. Os arranjos por cima das bases ficaram por conta do maestro Rogério Duprat. Este disco foi o primeiro que Gil gravou com o guitarrista Lanny Gordin, que se tornaria um dos maiores guitarristas do Brasil. Outros ótimos músicos que participaram foi o baterista Wilson das Neves, o contrabaixista Sérgio Barroso e o pianista, organista e maestro Chiquinho de Moraes. As pérolas deste album de 1969 são ''Aquele Abraço", ''Cérebro Eletrônico", ''2001" e ''Objeto Semi-Identificado", por exemplo. Os bônus da Versão em CD são as demonstrações de ''Com Medo,Com Pedro" e ''Cultura E Civilização", gravadas por Gal Costa e ''Queremos Guerra" do Jorge Ben, que Gil gravou em 1968 junto com o autor e o violão e Caetano para um Lp de festival em 1968, além de versões e lançamentos em compactos.
01 Cérebro Eletrônico (Gilberto Gil)
02 Volks Volkswagem Blue (Gilberto Gil)
03 Aquele Abraço (Gilberto Gil)
04 17 Léguas E Meia (Carlos Barroso - Humberto Teixeira)
05 A Voz Do Vivo (Caetano Veloso)
06 Vitrines (Gilberto Gil)
07 2001 (Tom Zé - Rita Lee)
08 Futurível (Gilberto Gil)
09 Objeto Semi-Identificado (Rogério Duarte - Gilberto Gil - Rogério Duprat)
10 Omã Laô (Gilberto Gil) [Bônus]
11 Aquele Abraço (Versão Integral) (Gilberto Gil) [Bônus]
12 Com Medo, Com Pedro (Demo)(Gilberto Gil) [Bônus]
13 Cultura E Civilizacao (Demo) (Gilberto Gil) [Bônus]
14 Queremos Guerra (Com Jorge Ben & Caetano Veloso) (Jorge Ben)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Caetano Veloso (Caetano Veloso 1969)

No final de 1968, no dia 27 de dezembro, devido aos problemas com a ditadura militar, Caetano Veloso e Gilberto Gil são presos. Além de o fato de o Tropicalismo ter sido um movimento representante á oposição política, os dois foram acusados. Só seriam soltos em 19 de fevereiro de 1969, mas ainda ficariam confinados em Salvador, na Bahia. E nesse período Caetano e Gil gravaramas vozes de seus Lps, pois tiveram de deixar o Brasil e se exilaram em Londres. Os arranjos de orquestra ficaram a conta do maestro Rogério Duprat, que fez por cima das vozes e violões. No Lp de Caetano, estão a música de abertura ''Irene", foi feita em homenagem para sua irmã enquanto estava na cadeia, a regravação de ''Carolina", de Chico Buarque, o tango agentino ''Cambalache", e ''Atrás Do Trio Elétrico", que foi a primeira música de Caetano acompanhado pelo guitarrista Lanny Gordin (e que também já havia sido lançada em compacto com ''Torno a Repetir"). Além disso, há também incluído ''Objeto Não Identificado", que havia sido gravada por Gal Costa em seu primeiro Lp solo. O orgão deste disco quem toca é o maestro Chiquinho De Moraes, que ficaria bastante conhecido como o maestro de Elis Regina e Roberto Carlos. 01 Irene (Caetano Veloso) 02 The empty boat (Caetano Veloso) 03 Marinheiro só (Caetano Veloso) 04 Lost In The Paradise (Caetano Veloso) 05 Atrás do trio elétrico" (Caetano Veloso) 06 Os argonautas" (Caetano Veloso) 07 Carolina (Chico Buarque) 08 Cambalache (Enrique Santos Discépolo) 09 Não Identificado (Caetano Veloso) 10 Chuvas De Verão (Fernando Lobo) 11 Acrilírico (Rogério Duprat, Caetano Veloso) 12 Alfomega (Gilberto Gil)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Gilberto Gil (Dia Dorim, Noite Neon 1985)

  • 1. Abertura: Minha Ideologia, Minha Religião
  • 2. Nos Barracos da Cidade ( Barracos )
  • 3. Roque Santeiro - o Rock
  • 4. Seu Olhar
  • 5. Febril
  • 6. Touche Pas À Mon Pote
  • 7. Logos Versus Logo
  • 8. Oração Pela Libertação da África do Sul
  • 9. Cliché do Cliché
  • 10. Casinha Feliz
  • 11. Duas Luas
  • 12. Final: Minha Ideologia, Minha Religião
  • DOWNLOAD MediaFire
  • DOWNLOAD Alternativo
  • segunda-feira, 21 de abril de 2008

    Elis Regina (Elis 1973)

    01.Oriente
    02.O Caçador De Esmeralda
    03.Doente Morena
    04.Agnus Sei
    05.Meio do Campo
    06.Cabaré
    07.Ladeira da Preguiça
    08.Folhas Secas
    09.Comadre
    10.É Com Esse Que Eu Vou

    sexta-feira, 18 de abril de 2008

    Djavan (Na pista 2005)

    “Djavan na pista, etc.” é o nome do segundo lançamento da Luanda Records, gravadora independente que iniciou sua bem sucedida trajetória, em junho de 2004, com o CD “Vaidade”, de Djavan. Este novo lançamento, como o nome já diz, é um CD que contém títulos de várias épocas da carreira do artista agora regravadas em ritmos dançantes. Produzido por Liminha, que se incumbiu de recriar os ritmos originais das canções, este projeto se iniciou de maneira informal, no final do ano de 2004, e foi gravado durante o período de janeiro a setembro de 2005, no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro. Marca o primeiro encontro da dupla num estúdio de gravação. Faixas: 01 Tanta Saudade (Djavan / Chico Buarque) 02 Asa (Djavan) 03 Azul (Djavan) 04 Miragem (Djavan) 05 Sina (Djavan) 06 Capim (Djavan) 07 Fato consumado (Djavan) 08 Acelerou (Djavan) 09 Se (Djavan)

    quinta-feira, 17 de abril de 2008

    Gilberto Gil (Expresso 2222 - 1972)

    Quando lançou Expresso 2222, Gilberto Gil voltava de um exílio de dois anos em Londres e recomeçava a carreira a todo vapor, unindo as duas pontas básicas do ideário tropicalista. Por um lado, o regionalismo da tosca e revolucionária Banda De Pífanos De Caruaru ("Pipoca Moderna"). De outro, uma canção do exílio universalista, "Back In Bahia", que plantava Celly Campello e um velho baú de prata. Havia espaço para o Nordeste agreste de João Do Vale, turbinado por guitarras em "O Canto Da Ema", e a parábola da contaminação cultural, do repertório de Jackson do Pandeiro, "Chiclete Com Banana". O forrócore e o manguebit já pulsavam nos hormônios freventes de "Sai Do Sereno". O disco também fazia um inventário ideológico da geração do desbunde, com palavras de ordem como "O Sonho Acabou". A teia sólida de Expresso 2222 sobreviveu ao vírus do tempo. Tárik De Souza Faixas: 01 Pipoca moderna (Sebastião Biano - Caetano Veloso) Participação: Banda de Pífanos de Caruaru 02 Back in Bahia (Gilberto Gil) 03 O canto da ema (Alventino Cavalcanti - Ayres Viana - João do Vale) 04 Chiclete com banana (Almira Castilho - Gordurinha) 05 Ele e eu (Gilberto Gil) 06 Sai do sereno (Onildo Almeida) Participação: Gal Costa 07 Expresso 2222 (Gilberto Gil) 08 O sonho acabou (Gilberto Gil) 09 Oriente (Gilberto Gil) 10 Cada macaco no seu galho (Gilberto Gil) Participação: Caetano Veloso 11 Vamos passear no astral (Gilberto Gil) 12 Está na cara, está na cura (Gilberto Gil)

    Músicos: Voz e violão: Gilberto Gil Guitarra e baixo: Lanny Gordin Baixo: Bruce Henry Piano e celesta: Antônio Perna Bateria e percussão: Tutty Moreno DOWNLOAD MediaFire

    quarta-feira, 16 de abril de 2008

    Maria Bethânia (Mel 1979)

    No mês de dezembro de 1979 aconteceu o lançamento do disco Mel. A década de 70 encerraria para Maria Bethânia de um modo particularmente especial. Ela foi a única cantora convidada para participar do especial de fim de ano de Roberto Carlos, produzido pela Rede Globo. Em janeiro de 1980, Bethânia pisava no palco do Canecão com o show Mel, dirigida por Wally Salomão. Ficha Técnica: Direção Musical, Arranjos e Regências: Perinho Albuquerque Piano: Túlio Mourão e Perna Fróes (em: Mel, Loucura e Da Cor Brasileira) Participação especial: Angela Ro Rô (Gota de Sangue) Baixo: Luizão e Moacyr Albuquerque (em: Mel, Loucura e Da Cor Brasileira) Violão e Guitarra: Perinho Albuquerque Bateria: Tuti Moreno Percussão: Djalma Corrêa, Bira da Silva, Ney (Surdo), Doutor (Repenique) e Geraldo (Tamborim) Vibrafone: Pinduca Steel Guitar: Rick Sax Tenor: Biju Flautas: Jorginho, Meirelles e Copinha Trumpetes: Formiga, Heraldo e Santos Trombones: Manoel Araújo e João Luiz Flamarion Violinos: Giancarlo Pareschi, Aizik Geller, André Guetta, Carlos Hack, Jorge Faine e José Alves Pascoal Perrota - Walter Hack Violas: Arilndo Penteado, Frederick Stephany, Hindenburgo Borges e José Lana Cellos: Alceu Reis e Márcio Malard Direção Artística: Maria Bethânia Produção: Perinho Albuquerque Técnicos de Gravação: Ary Carvalhaes, Luiz Claudio e Chocolate Mixagem: Ary Carvalhaes Montagem: Antonio Barroso Capa: Elifas Andreato Foto: Mariza Alvares de Lima Arte final: Alexandre Huzak Estudio: Polygram Gravado no mês de novembro de 1979 - Barra da Tijuca -Rio de Janeiro - RJ

    Faixas:
    Mel (Caetano Veloso) Ela e eu (Caetano Veloso) Cheiro de amor (Duda - Jota - Paulo Sérgio Valle) Da cor brasileira(Joyce - Ana Terra) Loucura (Lupicionio Rodrigues) Gota de sangue (Angela Roro) Grito de alerta (Gonzaga Jr.) Lábios de mel (Waldir Rocha) Amando sobre os jornais (Chico Buarque) Nenhum verão (Túlio Mourão) Infinito desejo (Gonzaga Jr.) Queda d'água (Caetano Veloso) DOWNLOAD MediaFire